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Pré tratamento
No primeiro conjunto de tratamentos, designado por pré-tratamento ou
tratamento preliminar, o esgoto é sujeito aos processos de separação dos
sólidos mais grosseiros tais como a gradagem (no Brasil, chamado de
gradeamento) que pode ser composto por grades grosseiras, grades finas e/ou
peneiras rotativas, o desarenamento nas caixas de areia e o
desengorduramento nas chamadas caixas de gordura ou em pré-decantadores.
Nesta fase, o esgoto é, desta forma, preparado para as fases de tratamento
subsequentes, podendo ser sujeito a um pré-arejamento e a uma equalização
tanto de caudais como de cargas poluentes ou resíduos.
Tratamento primário
Apesar do esgoto apresentar um aspecto ligeiramente mais razoável após a
fase de pré-tratamento, possui ainda praticamente inalteradas as suas
características poluidoras. Segue-se, pois, o tratamento propriamente dito.
A primeira fase de tratamento é designada por tratamento primário, onde a
matéria poluente é separada da água por sedimentação nos sedimentadores
primários. Este processo exclusivamente de ação física pode, em alguns
casos, ser ajudado pela adição de agentes químicos que através de uma
coagulação/floculação possibilitam a obtenção de flocos de matéria poluente
de maiores dimensões e assim mais facilmente decantáveis.
Após o tratamento primário, a matéria poluente que permanece na água é de
reduzidas dimensões, normalmente constituída por colóides, não sendo por
isso passível de ser removida por processos exclusivamente físico-químicos.
A eficiência de um tratamento primário pode chegar a 60% ou mais dependendo
do tipo de tratamento e da operação da ETE.
Tratamento secundário
Segue-se, pois, o chamado processo de tratamento secundário, geralmente
consistindo num processo biológico, do tipo lodo ativado ou do tipo filtro
biológico, onde a matéria orgânica (poluente) é consumida por
microorganismos nos chamados reatores biológicos. Estes reatores são
normalmente constituídos por tanques com grande quantidade de
microorganismos aeróbios, havendo por isso a necessidade de promover o seu
arejamento. O esgoto saído do reator biológico contem uma grande quantidade
de microorganismos, sendo muito reduzida a matéria orgânica remanescente. A
eficiência de um tratamento secundário pode chegar a 95% ou mais dependendo
da operação da ETE. Os microorganismos sofrem posteriormente um processo de
sedimentação nos designados sedimentadores (decantadores) secundários.
Finalizado o tratamento secundário, as águas residuais tratadas apresentam
um reduzido nível de poluição por matéria orgânica, podendo na maioria dos
casos, serem despejadas no meio ambiente receptor.
Tratamento terciário
Normalmente antes do lançamento final no corpo receptor, é necessário
proceder à desinfecção das águas residuais tratadas para a remoção dos
organismos patogênicos ou, em casos especiais, à remoção de determinados
nutrientes, como o nitrogênio (azoto) e o fósforo, que podem potenciar,
isoladamente e/ou em conjunto, a eutrofização das águas receptoras.
Remoção de nutrientes

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